Pensando a Cultura Indígena no Museu Nacional para além do Dia do Índio

 

No mês de abril comemoramos algumas datas importantes dentro da nossa cultura e uma delas é o Dia do Índio, comemorado no dia 19 de abril. Esta data teve origem com o decreto lei nº 5.540 pelo então presidente Getúlio Vargas, no ano de 1943.Para celebrar esse dia, algumas  escolas organizam atividades educativas, como as tradicionais pinturas e desenhos, mas há também aquelas que procuram realizar atividades que levem os educandos a entenderem um pouco mais da cultura destes povos.

Hoje no Brasil temos mais de 900 mil índios, de 305 etnias e 274 idiomas, segundo os dados do IBGE.

Como podemos observar, a diversidade cultural e étnica é muito grande e não podemos encaixar o índio dentro de um conceito abstrato. Falar de cultura indígena para as crianças e jovens dentro das escolas significa falar em diferenças culturais, respeito a outras formas de conceber o mundo e de se relacionar com ele. Pensar nas nossas diferenças e similitudes, no que nos aproxima destes grupos é de suma importância para combater o preconceito e para a construção de cidadãos mais conscientes e responsáveis pela coletividade, pelo o que nos constitui enquanto nação. Pensar na relação que os povos tradicionais possuem com a terra e a natureza nos permite desenvolver um olhar mais sensível para estas questões.

Um local onde podemos fazer uma ponte entre nossa cultura e a cultura dos povos indígenas é o museu. Aqui no Museu Nacional temos duas exposições de etnologia indígena, que mostram um pouco da cultura dos índios Ticunas e Carajás.

Os museus, por meio das exposições etnológicas, tentam, por meio de alguns recortes contar um pouco de suas histórias e apresentar sua riqueza cultural. Dessa forma, pensar como as culturas tradicionais se organizam, em como se processam as relações entre crianças e adultos, entre mulheres e homens, como se constroem os artefatos, que olhar eles tem para a estética e para o meio ambiente, pode servir de gancho para que os educandos se sintam motivados a aprofundar seus conhecimentos acerca de alguns temas, dentre eles: diversidade cultural, história, sociologia, arte, política e questões socioambientais, entre outros temas

Quando abordamos esse assunto com crianças pequenas podemos utilizar como elo a própria infância. O que é ser criança nas aldeias? Do que as crianças indígenas gostam de brincar? Será que elas possuem brinquedos como os nossos? Quais são suas histórias preferidas? Como é ser criança nestas diferentes culturas? Dessa forma, podemos atribuir sentido a uma data comemorativa e dar aos educandos a oportunidade de construírem novos aprendizados e ampliarem o seu olhar para o que é diferente. Pensando que, apesar das diferenças, também temos pontos em comum, coisas que nos aproximam e que nos tornam parte deste grande todo que constitui a humanidade.

Nós, da Seção de Assistência ao Ensino do Museu Nacional desejamos muito ouvir os educadores e ajuda-los a pensar visitas educativas que abordem a questão indígena e promova o diálogo entre essas diferentes culturas que ajudam a formar o nosso Brasil, levando nossas crianças e jovens a pensarem na riqueza de nossa diversidade cultural e étnica, por meio da sensibilidade, da criatividade e do diálogo.

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Foto retirada na sala de Etnologia Indígena durante a atividade Tem Criança no Museu

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