8º MUSEU DE IDEIAS NO MN: POR UMA EDUCAÇÃO ACESSÍVEL

A fim de discutir e refletir sobre acessibilidade e inclusão para crianças no ambiente museal, a SAE — em parceria com outros museus participantes do projeto Museu de Ideias, tais como como Museu da Vida (MV), Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Museu Castro Maia (MCM) — realizou, no dia 7 de novembro, uma mesa redonda com a presença das educadoras Ana Luísa Antunes, Patrícia Monteiro Lima Chagas e Rosani Fernandes Ribeiro da Silva. A mesa teve entrada franca e reuniu aproximadamente 60 pessoas no auditório Roquette-Pinto do Museu Nacional.

Ana Luísa Antunes, doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e professora de Educação Básica do Instituto Nacional de Educação de Surdo (INES), iniciou as discussões da mesa com uma reflexão sobre a acessibilidade de crianças surdas nos museus a partir de vivências e experiências observadas por ela principalmente nos seus alunos do INES. A educadora trouxe também à mesa a concepção do filósofo e sociólogo alemão Walter Benjamin sobre vivências e experiências.

Com uma educação formal para surdos muito recente, o primeiro registro no Brasil data de pouco mais de 150 anos atrás, entende-se o porquê de ainda haver tantos obstáculos a serem transpostos na própria educação museal. A fim de sugerir algumas possíveis soluções, Ana Luísa discutiu sobre adaptações que podem ser feitas tanto no museu para com os visitantes surdos, quanto na adaptação dessas crianças ao espaço.

Logo em seguida, Patrícia Monteiro Lima Chagas, Coordenadora Pedagógica do Centro de Apoio Especializado em Educação Profissional (CAEP Favo de Mel/ FAETEC) e mestranda em Diversidade e Inclusão pela Universidade Federal Fluminense (UFF), norteou sua fala a partir do projeto “Passeando com Mariana” de modo a retratar e refletir sobre práticas inclusivas a partir de recursos lúdicos.

O projeto da educadora surgiu da ideia de levar, a cada passeio escolar, uma boneca consigo: Mariana. A presença do brinquedo não só chamava a atenção das crianças, mas permitia também uma reconfiguração no modo de se experimentar e vivenciar novos saberes. Com o tempo, as crianças começaram a querer ter também a sua própria “Mariana” e essas bonecas puderam se tornar uma ferramenta para a exploração de detalhes em diferentes espaços e também estímulo para a expansão do imaginário infantil.

Finalizando as falas centrais, Rosani Ribeiro Fernandes da Silva, professora de matemática da rede municipal do Rio de Janeiro com diversas capacitações na área de educação especial, deficiências múltiplas e inclusão no Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA), falou do seu projeto que realiza visitas de crianças de turmas de Educação Especial a museus. A partir de relatos, a professora abordou pontos positivos e dificuldades encontradas para se realizar o trabalho, levando em conta a especificidade deste público frente às condições de cada museu visitado.

A SAE agradece a presença de todos que vieram pensar novas formas de acessibilidade para crianças nos museus conosco e também a oportunidade de ter recepcionado essa atividade tão importante para a programação do 8º Museu de Ideias.

A promoção da educação museal é a nossa principal pauta. Voltem sempre que quiserem!

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