31/07 |Visitas Conversadas ESPECIAL | 90 anos da visita de Marie Curie

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No próximo domingo (31/7), a atividade Visitas Conversadas terá um toque diferente: homenagearemos grandes ícones femininos de diferentes campos da ciência para celebrar os 90 anos da ilustre passagem de Marie Curie pelo Museu Nacional.

Nascida na Polônia no ano de 1867, Marie Skłodowska Curie foi uma cientista renomada e responsável pela produção de importantes conhecimentos científicos. Seus estudos trouxeram grandes contribuições para a Química, a Física e a Medicina.

 Durante sua adolescência trabalhou como governanta e mudou-se para a França com a intenção de estudar em uma universidade, já que na Polônia as universidades eram permitidas apenas para homens naquela época. Depois de formada, iniciou carreira científica. Descobriu dois elementos químicos: o polônio, nome cunhado em homenagem ao seu país de origem e o rádio, que originou o termo radioatividade. Teve presença marcada também na Primeira Guerra Mundial, montando unidades móveis de raio-X em áreas de pronto atendimento a feridos em combate.

Suas contribuições foram reconhecidas mundialmente com o Prêmio Nobel de Física de 1903 e de Química de 1911. Na década de 1920, Marie Curie era uma das mais célebres personalidades do ramo científico. Nessa época, no ano de 1926, tivemos sua aclamada passagem pelo Brasil a convite do Instituto Franco-Brasileiro de Alta Cultura, hoje extinto, uma instituição voltada à divulgação científica mantida pela embaixada francesa no Rio de Janeiro. Na época, o país vivia sob grande fomento e incentivo a pesquisa científica.

Marie Curie estava interessada em conhecer as riquezas culturais brasileiras, visitando as capitais de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Em solo carioca, foi convidada por outra homenageada do evento, Bertha Lutz, pesquisadora do departamento de biologia do MN e líder da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF a conhecer o Museu Nacional.

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Fotografia da visita de Madame Curie ao Museu Nacional. Identificados, sentada, Madame Curie; de pé, da esquerda para direita: Alípio de Miranda Ribeiro; não identificado; Hermillo Bourguy de Mendonça; Heloísa Alberto Torres, Alberto Betim Paes Leme, Irene Joliot-Currie, filha de Madame Curie e Bertha Lutz.

Sua visita ao Museu Nacional teve grande repercussão na mídia impressa.

Curie no Museu - Correio da Manhã 30 Junho 1926 p 7

Correio da Manhã, 30 de junho de 1929.

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O Globo, 30 de junho de 1929.

Curie no Museu - Jornal do Brasil 30 Junho 1926 p 7

Jornal do Brasil, 30 de junho de 1929.

Atualmente, a realidade encontrada por mulheres como Bertha Lutz e Marie Curie já é bem diferente. O Museu Nacional conta com a contribuição de preparadíssimas mediadoras que propagam conhecimento histórico e científico dialogando com os visitantes acerca das temáticas das exposições.

Um grupo se formará na entrada do museu às 14h para participar de uma mediação especial: uma mistura de épocas distintas em que  será possível ter uma perspectiva de nossas exposições a partir de personalidades femininas, que estão diretamente ligadas com cada acervo.

Venha participar desse momento único conosco!

 

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