Concluído o Curso de Extensão “Descobrindo a Terra”

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No dia 20 de Fevereiro teve início o Curso de Extensão em Educação em Geociências –“Descobrindo a Terra”.  Participam do curso cinquenta professores de escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro, a grande maioria leciona Ciências ou Geografia.

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Auditório Roquette Pinto no primeiro dia de aula do curso

 No período de 04 a 31 de Janeiro foram recebidos cerca de duzentos formulários de inscrição via internet. A seleção dos participantes foi realizada com base no perfil do professor e nas respostas às questões do formulário de inscrição, conforme edital publicado no dia 04 de Janeiro no Facebook da Associação Amigos do Museu Nacional (SAMN).

O Curso Descobrindo a Terra é uma das ações do Projeto “O Museu Nacional e a Comunidade Escolar do Rio de Janeiro”. É uma realização da SAMN, com patrocínio da BG Brasil, em colaboração com a Seção de Assistência ao Ensino (SAE) e o Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional (DGP). Além do curso o projeto promoverá visitas educativas ao Museu Nacional e desenvolverá uma exposição itinerante sobre Geociências.

Falando sobre museus e escolas no curso Descobrindo a Terra

 Nas duas primeiras aulas do curso (dias 20 e 27/02/16) as educadoras Andréa Costa (SAE/MN) e Flávia Requeijo (SAMN) discutiram com os cursistas sobre as particularidades da educação museal e suas interfaces com a educação formal, bem como as potencialidades da colaboração museu-escola.

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Apresentação “Mediação humana em museus de C&T: vozes, ouvidos, sinais e gestos em favor da educação e da democratização dos museus” (com a educadora Andréa Costa)

 As educadoras apresentaram o conceito de mediação e o grupo refletiu sobre a função dos mediadores em museus de ciências e os desafios enfrentados pelos mesmos em suas atividades diárias.

Diferentes modelos de visitas educativas foram apresentados – bem como pesquisas que tiveram como foco a atuação do mediador em espaços de educação não formal – para pensarmos em estratégias para promover a motivação intrínseca e o envolvimento dos visitantes em uma ação educativa no museu.

Após as discussões, no dia 27/02/16, os cursistas participaram de uma visita educativa com os mediadores da SAE/MN. A visita, intitulada “De onde viemos?” trata das nossas origens tem como objetivo fazer com que os participantes cheguem às suas próprias conclusões acerca da questão. Os grupos percorreram algumas das salas de maior interesse do público do Museu Nacional, tais como as de Paleontologia e a do Egito Antigo.

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Grupo de professores tocando no Meteorito Bendegó durante a visita educativa promovida pela SAE/MN em 27/02/2016

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Professores visitando uma das salas sobre Paleontologia durante visita educativa promovida pela SAE/MN em 27/02/2016.

Qual a idade da Terra?

No dia 12 de março os participantes do curso “Descobrindo a Terra” tiveram uma aula sobre a história da Geologia com o pesquisador Renato Cabral Ramos, do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional (DGP). A história da Geologia está intimamente ligada ao desenvolvimento do conceito de tempo geológico ou de tempo profundo. Para nós, que permanecemos na superfície deste planeta algumas poucas décadas, a ideia de milhões e bilhões de anos é, muitas vezes, algo além de nossa compreensão.

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Aula do pesquisador Renato Cabral Ramos (DGP/MN) sobre a História da Geologia.

Nessa aula buscou-se apresentar como evoluiu ao longo dos últimos séculos a construção dessa admirável noção de tempo geológico e, consequentemente, como a Geologia floresceu como ciência.

 Meteoritos: da Gênese ao Apocalipse

 Na segunda aula do dia 12/03 os participantes do “Descobrindo a Terra” puderam saber um pouco mais sobre os meteoritos com a pesquisadora Maria Elizabeth Zucolotto, do DGP. Meteoritos são fragmentos de asteroides, Lua, Marte, cometas e restos do que formou a Terra e o Sistema Solar. Acredita-se que os ingredientes indispensáveis a formação da vida aqui na Terra, como a água e os hidrocarbonetos, tenham vindo dos meteoritos carbonáceos.  Pelo menos uma das grandes extinções, a ocorrida no final do cretáceo há 65 milhões de anos, conhecida como a extinção dos dinossauros, foi provocada pela queda de um grande meteorito.

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A pesquisadora Maria Elizabeth Zucolotto (DGP/MN) mostrando meteoritos em sua aula sobre esse tema.

 Estes objetos também estiveram presentes no desenvolvimento das civilizações, pois os meteoritos de ferro permitiram que muitos povos construíssem armas e outros instrumentos para arados. Alguns meteoritos foram adorados como Deuses como a Cibele, Elagabal entre outras pedras negras. A queda de mega meteoritos formaram crateras que estão associadas à formação de depósitos de minérios tais como petróleo, pedras de decoração, urânio entre outros tendo influenciado na mineralogia econômica. O impacto do cometa Shoemaker-Levy-9 com Júpiter em 1994, provou que os grandes impactos ocorridos no passado, poderão ocorrer no futuro e que se tivesse ocorrido aqui na Terra poderia causar danos terríveis ao nosso planeta, sendo mais destruidores que todo o arsenal nuclear da Terra.

Após a aula os cursistas visitaram a exposição “Meteoritos: da Gênese ao Apocalipse” com a professora especialista, que foi a responsável pela exposição.

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Turma do Curso de Extensão “Descobrindo a Terra” na exposição “Meteoritos: da Gênese ao Apocalipse” com a pesquisadora Maria Elizabeth Zucolotto.

 Formação da Terra: do Big Bang à Crosta Terrestre

No dia 19 de março o pesquisador Ciro Ávila (DGP/MN) contou a história do Universo e do nosso planeta, desde as fases iniciais de formação até os dias atuais. O grupo descobriu que os elementos químicos Hidrogênio e Hélio vieram do Big Bang, evento que marca a origem do Universo, enquanto que os demais elementos foram sintetizados no interior de estrelas formadas muito antes do Sol, ou em eventos estelares chamados de Supernovas. Elementos químicos estes presentes nos minerais, nas rochas e nos seres vivos. Somos todos feitos de poeira de estrelas!

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Aula do pesquisador Ciro Ávila sobre a origem do Universo e do planeta Terra.

Estrutura da Terra e Tectônica de Placas

 Com a professora Eliane Guedes (DGP/MN), os cursistas do “Descobrindo a Terra” ficaram sabendo que a história do nosso planeta sempre foi alvo de imensa curiosidade e investigação. O que acontecia e como era o mundo subterrâneo, a ocorrência de erupções vulcânicas e terremotos eram tópicos de destaque desde a Grécia antiga. Com o avanço do conhecimento científico e de tecnologias que são capazes de “ver e ler” o que não pode ser observado, a ideia sobre a evolução no nosso planeta mudou! Durante a aula a pesquisadora explicou como é a estrutura interna da Terra e as suas principais características. Explicou também como atua a tectônica de placas, que afeta a nossa litosfera e é a grande responsável pela ocorrência de eventos vulcânicos e terremotos.

 Minerais: como se formam, sua utilização no dia a dia e problemas ambientais

 No dia 02 de abril o pesquisador Ciro Ávila (DGP) explicou o conceito de mineral e mostrou que nosso dia a dia utilizamos diversos deles. Explicou também sobre os tipos de rochas e as diferenças entre elas. Os cursistas puderam tocar e examinar diversas amostras trazidas pelo pesquisador para o auditório.

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Os professores do “Descobrindo a Terra” examinando as amostras de minerais e rochas trazidas pelo pesquisador Ciro Ávila, do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional.

História do clima, dos continentes e da vida na Terra

 No dia 16 de abril o pesquisador Renato Cabral Ramos, do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, falou sobre a evolução do nosso planeta através das muitas interações entre suas diferentes esferas: litosfera, hidrosfera, atmosfera e biosfera. Se hoje a atmosfera é rica em oxigênio, devemos isso à vida desde seus primórdios. Se temos vida, devemos isso à água em estado líquido, ao clima ameno de nosso planeta e a um planeta vivo e dinâmico desde seu interior. O nosso pequeno planeta teve uma história grandiosa desde seu surgimento há mais de 4,6 bilhões de anos.

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10. O pesquisador Renato Cabral Ramos (DGP/MN) e a turma do curso “Descobrindo a Terra” na aula sobre a história do clima, dos continentes e da vida na Terra.

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O pesquisador Renato Cabral Ramos (DGP/MN) e a turma do curso “Descobrindo a Terra” na aula sobre a história do clima, dos continentes e da vida na Terra.

CICLO DAS ROCHAS, INTEMPERISMO E EROSÃO

No mesmo sábado, 16 de abril, o pesquisador Renato Ramos apresentou os processos geológicos registrados na superfície de nosso planeta e que fazem parte de nosso cotidiano. Durante as grandes chuvas de verão, os deslizamentos de encosta e as inundações são frequentes e afetam a vida de milhões de pessoas. A erosão acelerada dos solos causa imensos prejuízos à humanidade por todo o planeta. Esses e outros processos geológicos podem ser entendidos através da compreensão de como funciona nosso planeta desde seu interior e das interações das rochas com a atmosfera, as águas e com a vida.

 Trabalho de campo nos municípios de Búzios e Cabo Frio

No dia 30 de abril os professores do “Descobrindo a Terra” participaram de um trabalho de campo com os pesquisadores Renato Cabral Ramos, João Wagner Alencar Castro e Marcelo Carvalho, do Departamento de Geologia e Paleontologia (DGP/MN), e com as educadoras Andréa Costa e Sheila Vilas Boas, da Seção de Assistência ao Ensino (SAE/MN). O trabalho de campo buscou aproximar os professores cursistas da produção acadêmica das áreas de Geologia e Paleontologia, entendendo que é importante não só saber de ciência, mas sobre a ciência.

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O pesquisador Renato Cabral Ramos e a turma do curso “Descobrindo a Terra” observando as rochas da praia de Geribá, em Búzios.

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O pesquisador João Wagner Castro e a turma do “Descobrindo a Terra” na praia de Geribá, em Búzios.

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15. A turma do curso “Descobrindo a Terra, e os pesquisadores do Museu Nacional no último ponto da excursão, na desembocadura da laguna de Araruama.

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